Acredite em si mesmo!!! Lute pelo que você acha que é certo!!!
Quem de nós nunca ouviu tais frases de motivação pessoal, ou até mesmo utilizou-as para tomar certas decisões em nossas vidas?
Pois é. O problema é que quando as ouvimos ou as utilizamos, será que paramos para refletir se é realmente correto aquilo que nós acreditamos ser e se isto efetivamente fará bem para nós e para o mundo a nossa volta?
Um exemplo: Hitler acreditava piamente em si mesmo e que ele fez justamente aquilo que ele achava correto. Mais ainda: ele foi eleito democraticamente, supondo-se que legitimamente representava a vontade da maioria...
Acima do que cada pessoa entende ser correto, existe aquilo que realmente é certo e aquilo que realmente é errado.
Mesmo o pluralismo de idéias, sobre o qual se embasam as convenções sociais, não pode transformar a natureza daquilo que simplesmente é.
É claro que tudo isso envolve teorias e mais teorias filosóficas...
Mas eu acredito nisto: tudo existe por uma razão e Aquele que tudo fez possui uma razão que supera a nossa. Ora, se nada é obra do acaso, então a natureza do ser merece respeito, segundo as leis que estão impressas em sua própria natureza.
Assim, não é porque eu acredito que o veneno é bom para a saúde, ou mesmo porque que toda a sociedade acredita nisso, que o veneno será realmente bom. Está na natureza do veneno ser prejudicial e causar a morte ao ser vivo. Penso que este raciocínio se aplica às questões sociais.
Outro exemplo: o aborto nunca deixará de ser um crime contra a vida, mesmo que a maioria entenda que ele não é. O aborto sempre representará a morte de um ser humano indefeso, provocada por outro ser humano, e, portanto, será sempre contrário à natureza humana, pois ela contém um instinto básico de preservação da vida e de proteção aos mais frágeis.
Este é, a meu ver, um dos grandes desafios a serem superados no sistema democrático: há questões que não podem ficar à disposição da vontade da maioria, mesmo sendo pressuposto da democracia que “todo o poder emana do povo”. É um paradoxo? Sim. Mas deve haver uma solução razoável.
Finalizo com uma genial citação de um grande pensador do século XX, G. K. Chesterton, no livro Ortodoxia: “Disse-lhe eu então: ‘Quer saber onde ficam os homens que acreditam em si mesmos? Eu sei. Sei de homens que acreditam em si mesmos com uma confiança mais colossal do que a de Napoleão e César. Sei onde arde a estrela fixa da certeza e do sucesso. Posso conduzi-lo aos tronos dos super-homens. Os homens que realmente acreditam em si mesmos estão todos em asilos de lunáticos’”.